Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Agenda etária

A agenda de um gajo novo contempla bebedeiras, saídas com gajas, bebedeiras, idas a concertos, bebedeiras, saídas com gajas, bebedeiras.
Quando a idade avança, fica-se com uma agenda semelhante à minha. 31 de Outubro: consulta no dentista. 21 de Novembro: consulta na médica de família. Entretanto: marcar electrocardiograma e ecocardiograma e aguardar pela marcação de uma consulta de oftalmologia.
Deve ser a isto que chamam PDI.

Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Pesquisa africana

Já aqui me tenho referido às pesquisas nos motores de busca que apontam para este blogue. Mas a que vi hoje, feita por alguém da África do Sul, bate todas as outras: «Imagens de mulheres putas porque tenho vontade de foder».

Segunda-feira, Setembro 25, 2006

O mundo ao contrário

Uma equipa de sem-abrigo queixa-se das condições do alojamento.
Polícias aprendem a arrombar portas.

Sábado, Setembro 23, 2006

Noite de copos

O programa anunciava: noite de copos. Mas o que sucedeu mostrou que já não vou para novo. E os meus compinchas estão como eu. Um dos sinais de envelhecimento é quando, numa noite de copos, acaba por se dar mais atenção à comida do que propriamente ao que se bebe. E foi o que fizemos. Enfardámos violentamente. Éramos três e todos nós comemos filetes de pescada, vitela assada e rojões. Desta forma, sobrou pouco espaço para a bebida. Mas, ainda assim, foi a bebida a causadora do segundo momento hilariante da noite - bem sei que ainda não contei o primeiro, mas daqui a bocado trato disso.
Iniciámos o ataque à refeição com o verde branco da casa, que, por ser refresco, embora saboroso, decidimos trocar pelo maduro tinto. Este revelou-se uma valente zurrapa e pedimos ao empregado que o trocasse por verde branco. E diz-nos o empregado: «Se fosse com o outro patrão eu trocava já, mas está cá este filho da puta e eu tenho de ter cuidado porque ele quer-me pôr daqui para fora». Nós lá nos resignámos a beber a mistela. Mas passado um pedaço o empregado chegou lá e tirou-nos o maduro e foi buscar o verde: «Eu fodi-o, não lhe disse nada. Peguei no garrafão e já está», condidenciou-nos o homem. Minutos depois, o Paços de Ferreira marca o golo do empate perante o Benfica e o empregado festeja como gente grande, dizendo que é bem feito para o patrão que é benfiquista.
O primeiro momento hilariante foi também no restaurante. Pouco depois de chegar, resolvi ir dar uma mija. Dirigi-me aos lavabos e acendi a luz. Quando entrei reparei que lá estava um tipo a mijar. À minha entrada, diz ele: «Ó caralho, queres ver que eu tinha apagado a luz em vez de acendê-la. Mas quando cheguei parecia apagada...».
O terceiro momento hilariante deu-se dentro do autocarro, na viagem para o Bingo do Salgueiros. Sentei-me e reparei que estava lá esquecido um exemplar do gratuito Metro. Como viciado em jornais, não resisti e folhei-o. Parei no horóscopo e comecei a ler. Só há uma palavra para as previsões da Andreia Gaita: Brilhantes! A previsão para o meu signo, Gémeos, rezava assim: «Não se preocupe. O bolinho da sorte chinês estava errado». Gostei especialmente do texto destinado aos nativos de Leão: «Bom dia para parar na rua e olhar para o telhado de um prédio alto. É uma óptima maneira de conhecer pessoas interessantes». Mas o Virgem também não está mal: «Com uma balança escondida e algum trabalho de detective vai descobrir que a sua vizinha pesa o mesmo que um pato. Tenha cuidado!». Cuidado é o que se recomenda aos nativos de Balança: «Está a ser vigiado por um pinguim gigante. Não olhe, aja normalmente». E por aí fora. Lendo isto e ligeirissimamente tocados pelo álcool, rimos destrambelhadamente no autocarro: parecíamos pitas histéricas, mas foi impossível conter. Foi o que nos valeu, dado que a chegada ao destino foi prejudicada por dois engarrafamentos na zona do Marquês, à uma da manhã. O primeiro provocado por estacionamento indevido junto à boite Calor da Noite e à dancetaria Júlio Diniz. O segundo causado pelos papás ricos que foram buscar os filhos betos a uma festa qualquer ao externato Ribadouro.
No caminho para o Bingo, deu-se um caso intrigante. Na zona do Bolhão, onde há muitos jovens rapazes a prostituir-se, numa espécie de Parque Eduardo VII portuense, estava um tipo enfiado num belo Rover a combinar algo com um dos rapazes. Nada de anormal, pensei. Só que o tipo arrancou e abrandou, no que me pareceu ser uma tentativa de perceber se nós os três éramos alguém conhecido. O grave é que eu tenho quase a certeza de que o conheço, embora não vá aqui referir de quem suspeito, porque foi tudo muito rápido e poderia estar a manchar a imagem de uma figura de relevo da sociedade portuense.
No Bingo não houve história. Perdemos!
Uma nota final para enaltecer o KGB. Safou-me de uma ressaca. Como já não vou para novo, mesmo não tendo bebido muito, estive prestes a ter uma ressaca. Ainda tive os primeiros sintomas: sede e muito muito calor. Mas o KGB resgatou-me à malvada ressaca e aqui estou fresquíssimo.

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Seguido deste risco

Um gajo acorda cedo para trabalhar e, por vezes, desconfia do que lhe acontece. Teme ter adormecido no serviço e suspeita que não está perante determinadas situações, que, na verdade, são apenas sonhos estranhos. Mas, às vezes, está mesmo acordado.
Um desses casos aconteceu-me ontem. Um senhor perguntou-me, intrigado:
- Olhe lá, qual é este risco em que eu tenho de carregar?
- Este risco? Qual risco?
- Ouça, a menina diz para marcar o código e depois este risco.
Entregou-me o telefone e pôs-me a escutar uma chamada para o número de acesso às mensagens de voz. O altifalante debitava:
- Marque o seu código pessoal, seguido de asterisco.

Capitalismo popular

As putas da Rua do Bonjardim são mesmo boas a fazer negócio. Desde logo porque conseguem ser putas com aquela idade e com aquele corpo todo empenado. Para ganhar dinheiro nessa actividade, naquelas condições, têm mesmo de ter talento para o capitalismo.
Aliás, esta tarde percebi que talento para fazer dinheiro é coisa que não falta por ali. Nas sociedades capitalistas o segredo está em diversificar as actividades, de modo a crescer e a aumentar os lucros. As putas do Bonjardim fazem-no na perfeição. Eu descia a rua esta tarde e dei-me conta de que não era um normal engate aquilo que eu estava a ver. Duas profissionais do sexo a conversar com um transeunte nem sempre se trata de um engate. Neste caso era apenas a venda de rifas. Sim, as putas estenderam o negócio e também são rifeiras.
- Quero o 23, é o 23, dizia o homem com nítida voz de fezada.
- Ó filho, espera um bocadinho, respondeu-lhe uma das mulheres enquanto folheava o livro de rifas à procura da pretendida.

Quinta-feira, Setembro 14, 2006

Sou um vendedor intelectual

O meu recibo de vencimento insiste em chamar-me "vendedor especializado", embora eu não venda nada desde que despachei uma Gina usada, há mais de uma década. Mas há quem me chame outras coisas. Hoje estava a fazer uma das minhas actividades preferidas, ler o jornal no café, quando toca o telemóvel. Era uma mensagem escrita que me convidava a assinar um apelo de intelectuais pela liberdade de expressão. Soou-me bem: chamaram-me intelectual, que é o mais próximo do ocioso que eu conheço.
Além disso, de ontem para hoje, há quem me chame jornalista. Ontem recebi uma carta da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista intimando-me a responder em 15 dias a uma questão: por que não renovei a minha carteira profissional? Se não o fizer estou sujeito a uma coima que pode ir dos quase 500 aos quase cinco mil euros.
Hoje, alguém me telefonou de um número privado, «porque queria saber umas informações sobre o jornal Valongo Digital», publicação que morreu em 2003.
Entre assinar o apelo à liberdade de expressão e responder à intimação, opto, para já, por subscrever a petição. É que o motivo para a não renovação da carteira profissional - o desemprego como jornalista - pode até não se verificar daqui a uns dias.
Já agora, os meus leitores que também se achem intelectuais podem assinar aqui.

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

O meu 11 de Setembro

O mundo hoje só fala do 11 de Setembro de há 5 anos, essencialmente porque a agenda mediática anda há semanas a inundar-nos de peças sobre o assunto. Eu que até acredito na tese de que foi a administração Bush que planeou e executou os ataques para ter justificação para as guerras que se seguiram, prefiro recordar o meu 11 de Setembro de 2001.
Nessa altura estava a estagiar no Jornal de Notícias desde o início do mês. E foi precisamente no dia 11 de Setembro que me foi permitido sair em reportagem pela primeira vez. Fui ver os carros a passar no viaduto da VCI, na zona da Arca ´d'Água. Havia uma falha no piso e os veículos saltavam. Eu estive em cima da ponte a vê-los voar e a ver o repórter fotográfico a captar os carros com as quatro rodas no ar. Mais tarde um contacto com o Instituto das Estradas permitiu-me descobrir, em primeira mão, que haveria obras proximamente naquele local. Assim, a minha primeira reportagem teve honras chamada à primeira página.
Mas há mais coisas de que me recordo desse dia. Na redacção os televisores costumavam estar ligados sem som, sintonizados na Sic Notícias. Quando alguém se apercebeu da gravidade do que se passava, aumentou o som. Éramos uns quantos a ver a transmissão de boca aberta. Quando o segundo avião embateu, alguém alvitrou que seria a repetição em ângulo inverso, como no futebol. O que mais me marcou, e divertiu até, foi uma jornalista que começou a estrebuchar, alegando que o som do televisor incomodava o trabalho dela... fazer a ronda das polícias e bombeiros.
Já os repórteres fotográficos, como não poderia deixar de ser, gozavam com o caso. O que me acompanhou na reportagem disse ao motorista:
- Vamos para o restaurante Casa Branca, em Gaia, parece que vão mandar para lá um avião rebentar com aquela merda.
Outra recordarção que tenho foi a de que eu fui o primeiro gajo a aventar a hipótese de ter sido o bin Laden a rebentar com as torres. Hoje acho que foi o Bush.

Sábado, Setembro 09, 2006

Três anos depois


Três anos depois, volto ao Estádio do Bessa para ver o meu Boavista. Estou crente numa vitória gorda, apesar de o árbitro de hoje ser o tal que agrada ao Luís Filipe Vieira.
Três anos depois, volto a ser apalpado por um gajo. O lado mau do futebol é que é preciso ser apalpado por um polícia para entrar no recinto.

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Pesquisas

Este blogue tem sido visitado por gente muito estranha. Alguns dos visitantes mais peculiares são funcionários públicos e chegaram aqui em horário de expediente, diga-se. Alguém entrou no Íntima Parte através de um servidor da Segurança Social. Essa pessoa chegou cá pesquisando "fotografias de loucos minetes". Provando que o sexo oral está em alta na administração pública, alguém da Câmara Municipal de Cantanhede anda à procura de "cona chupar". Além fronteiras, esta prática está também em alta. Houve alguém no Reino Unido que digitou o seguinte no Google: "homem para lamber a cona de mulheres".
A demanda de sexo grátis é uma das actividades preferidas dos internautas e leva alguns a cruzar-se com este blogue. E não são apenas oriundos de Portugal. Aqui do rectângulo, alguém procurou "foder sem pagar". Na Holanda há quem queira "cona de borla". Contrariando alguns preconceitos, há pudicos no Brasil que dizem as coisas por outras palavras: "brincadeiras gratuitas na internet".
Ainda do Brasil, vieram até cá para tentar encontrar a patroa: "foto do cusinho da minha quarentona"; e também para experiências mais elaboradas: "casal swing". Os portugueses, é sabido, não têm tento na língua. Não se estranha, portanto, que pesquisem "imagens de mulheres com paus grandes enfiados na cona", assim com frase completa e tudo para não haver dúvidas. Mas há compatriotas nossos mais suaves, que apenas desejam ver "gajas a pinar". Outros ou outras aparentam algum desespero: "procuro macho".
Estou a descobrir que as mulheres transmontanas são cobiçadas na região Centro. Em Coimbra pede-se "gajas Vila Real". Em Leiria deseja-se "Vila Real gajas". O que mais me incomodou foi perceber que leitorado das revistas cor-de-rosa também passa por aqui. É o caso de quem quer saber da intimidade de uma menina, perdão, de um jogador de futebol: "Nuno Gomes vida íntima".
Do estrangeiro, chegaram as maiores bizarrias. Nos Estados Unidos da América do Norte existe quem necessite de saber algo sobre "urina verde". Já em França, encontram-se apreciadores de carnes maduras: "cona velha".

Terça-feira, Setembro 05, 2006

Convite

O meu julgamento está, finalmente, marcado. No dia 6 de Novembro, cerca de dois anos depois de ter sido processado, serei julgado. Estou acusado de difamação pelo presidente da Câmara de Valongo, Fernando Melo. Mas do que se trata é de um processo político, que muito me prejudicou, levando a que eu fosse saneado do jornal A Voz de Ermesinde e acarretando o fim de O Susanense.
Tudo isto e muito mais estará em discussão na audiência. Será divertido. Só tenho pena, por motivos óbvios mas que prefiro não explicitar, que o julgamento não decorra depois do almoço.
Os interessados em assistir ao espectáculo estão convidados a marcar presença. Dia 6 de Novembro, 10h00, segunda secção da quinta vara cível do Porto, no Palácio da Justiça, junto ao jardim da Cordoaria. Apareçam e riam-se. Riam-se muito!

Quem me dera sujar os dedos

Os jornais são uma presença constante na minha vida desde a infância. Na adolescência eram mesmo uma presença permanente e um dos principais sorvedouros da minha mesada. Nessa altura, eu era fanático por ciclismo e por futebol e consumia, avidamente, a imprensa desportiva. Lembro-me do tempo em que os jornais ainda eram a preto e branco, com a excepção das capas, que admitiam os vermelhos nos cabeçalhos e em alguns títulos. Mas o mais marcante era o facto de os periódicos desportivos não serem diários, mas trissemanários e, mais tarde, quadrissemanários. Às segundas, quintas e sábados era dia de comprar A Bola. Às terças, sextas e domingos comprava o Record. Segundas, quartas e sextas era quando se publicava a Gazeta dos Desportos.
Recordei-me disto, hoje de tarde, enquanto lia a revista Dez, que é publicada ao sábado como suplemento do Record. E lembrei-me disto porquê? Porque as peças que li tinham sumo, coisa pouco comum na imprensa desportiva diária dos tempos que correm. Desde que passaram a diários, salvo raríssimas excepções, as edições dos jornais desportivos não passam de uma espécie de compilação de press releases dos clubes. Falta análise, entrtevistas de fundo, reportagens. Coisas a que me habituei no tempo da imprensa desportiva trissemanária e que reencontrei na Dez.
Só é pena que o reencontro se tenha dado numa revista. Teria outro sabor que houvesse ocorrido em papel de jornal. Como seria diferente voltar a ler desporto com profundidade num suporte que me trouxesse também o inigualável cheiro a tinta em papel de jornal e que me deixasse marcas também físicas, através dos dedos sujos...

Descobri a penicilina

A mania das grandezas pode ter diferentes matizes. Uma delas é a minha relação com as doenças. Neste particular, tenho a mania das grandezas: acho sempre que padeço de um mal mortal ou altamente incapacitante. À mínima dor ou mal-estar, associo sempre o pior dos males que, nem que seja ao de leve, possa enquadrar-se na sintomatologia em causa. Isto faz de mim um tipo com a mania das grandezas e não um hipocondríaco porque não temo as doenças nem corro a tratar os sintomas. Deixo-me andar e, alegremente, vou anunciando a quem me está próximo que o meu futuro não será longo nem risonho.
No entanto, há situações que me escapam ao controlo. Ontem sucedeu-me uma que me colocou mais próximo do hipocondríaco do que do gajo com a mania das grandezas. Tive recentemente um problema numa gengiva, algo doloroso, mas ao qual não prestei grande atenção, tratando do caso com um anti-inflamatório e com um elixir. Só que ontem, de um momento para o outro, cresceu-me um enorme abcesso na cara. Fiquei em pânico e corri para o centro de saúde, prevendo o pior cenário: esta merda era uma infecção grave e começou a generalizar-se na corrente sanguínea, pelo que o mais certo é eu quinar, pensava eu enquanto corria para a consulta de urgência.
Chegado ao centro, a médica de serviço atendeu-me com toda a calma, dando ares de enorme normalidade, como se eu não tivesse nada de excepcional. O certo é que a penicilina em comprimidos que me receitou já está a fazer efeitos e o abcesso reduziu-se a metade. Estou fascinado com o poder desta droga. Talvez por ser anti-sistema, sempre nutri maior predilecção pelas drogas ilegais do que pelas legais. Mas depois desta demonstração de força da penicilina, fiquei adepto de tal droga... desde que não seja injectável. É que eu nunca me senti atraído pela heroína exactamente porque a sua forma mais comum de consumo é por via intravenosa.

Apelo

A minha memória é muito sensitiva e muito dada a recordar sabores e texturas. Nunca me esquecerei do paladar, amargo, dos iogurtes de chocolate da Longa Vida. Da mesma forma que retenho uma viva recordação do sabor e da textura da Green Sands. Mas esses produtos sairam de circulação - pelo menos há muito que não os vejo à venda.
Outro produto que deixou de se vender, por proibição das autoridades económicas e de saúde pública, foram as uvas americanas. Mas todos os anos, quando Verão começa a passar o testemunho ao Outono, o aroma a uvas americanas entra-me pelo nariz e deixa-me cheio de vontade de voltar a saborear essas uvas.
Se alguém conseguir arranjar-me uns quilos desse fruto, eu pago bem!

Belmiro Corleone

Os liberais do Blasfémias mostraram-se incomodados com uma figura de retórica usada por Francisco Louçã. Pois eu, que fui duplamente vítima do tal do Belmiro Corleone, vou mais longe do que o dirigente do Bloco de Esquerda e quase que me atrevo a dizer que a figura de estilo não é figura de estilo e que o dono da Sonae é um retinto vigarista.
Vejamos: decidi mudar de operadora de telefone móvel de uma empresa do Belmiro Corleone para outra empresa do mesmo grupo. Assim, passei de um tarifário Optimus para um tarifário Rede 4. Pedi a portabilidade e o processo arrastou-se por longas semanas. Ficou, finalmente, concluído no dia 8 de Julho, oito do sete, portanto. No final de Agosto sou surpreendido com uma factura da Optimus respeitante ao período de 1 a 31 de Julho. O meu tarifário implicava que eu tivesse um consumo mínimo mensal de doze euros e uns trocos. Era isso que a factura pretendia que eu pagasse. Como deixara de ser cliente da Optimus no dia 8 de Julho, telefonei a protestar, argumentando que não fazia sentido pagar até 31 de Julho. Primeiro tentaram convencer-me de que eu deixara de ser cliente da Optimus no dia sete do oito e não no dia oito do sete. Mediante o meu finca-pé, deram-me razão. Decidiram que iriam passar-me uma nota de crédito, de modo a que eu só pagasse o consumo mínimo mensal rateado aos oito dias em que eu me mantive naquela operadora. Hoje recebo a nota de crédito. Em vez de ser igual ao valor que eu teria de receber, era igual ao que eu teria de pagar. Ou seja, em vez de me devolver sete euros e uns trocos, para que pagasse quatro euros e uns pós, o Belmiro Corleone pretendia que eu pagasse sete euros e tal e que apenas fosse ressarcido de quatro euros e qualquer coisa. Vigarista! Voltei a telefonar e, após meia hora ao telefone, voltaram a dar-me razão.
Já na nova operadora do Belmiro Corleone, os enganos também não param. E, curiosamente, nunca são contra ele. São sempre a favor. A dada altura cortaram-me o pio. Alegadamente porque eu não teria feito qualquer carregamento. Só que eu tinha feito. Um telefonema indignado e a coisa resolveu-se. Desta feita, depois de ter somado trinta euros em carregamentos, eu tinha direito a um bónus de um terço daquele valor. Só que, uma semana depois de atingir o tal limite de carregamento, nem sinal de bónus. Telefonei para o apoio ao cliente, chamada pela qual o Belmiro me cobrou 80 escudos, e a situação resolveu-se: creditaram-me os dez euros.
Se isto não é típico de uma organização que funciona sempre de má-fé, no intuito de prejudicar os clientes, é, no mínimo, uma organização onde pontua a incompetência gritante. Em qualquer dos casos, o Belmiro Corleone, paladino da competência sai mal visto. Se isto se passasse com uma empresa pública, o dito indivíduo não calaria a sua revolta contra a incompetência do Estado.

Sábado, Setembro 02, 2006

Está mal!

Tanta coisa para ler, tanto mundo para absorver, tanto amor para fazer, tanto vinho para beber... E eu a trabalhar.

A vida está cara!

Acabo de pagar 850 paus por um prego no pão e por meia garrafa de vinho rasca, mesmo rasca, mesmo mesmo...
Ainda sou do tempo em que 400 paus chegavam para liquidar esta conta!