Estou...
...além.
Eu próprio aqui exposto nas minhas contradições pessoais e filosóficas.
O meio de transporte já não é o comboio. Estou a bordo de uma Ford Transit com cerca de dezena e meia de anos, idade que contribui para os tremeliques da viatura sempre que o pedal do acelerador vai mais fundo.
Durante a minha passagem pela Volta a Portugal, irei escrever uma espécie de diário de bordo. As minhas sensações e reflexões de viagem serão aqui publicadas, sempre que tenha internet disponível para fazê-lo.

No mês passado, estive no Tribunal de Valongo como testemunha de um julgamento relativo a que eu assisti num café. Perdi toda a amnhã e o julgamento não se realizou devido à falta de um dos réus.
Este texto começa com algo contrário ao meu pensamento, mas, infelizmente, nem sempre ausente da minha prática: um lugar-comum. Cá vai ele: (também) sou o que li. Absorvendo as palavras do jornalista e escritor Armando Baptista-Bastos, hoje publicadas no Ípsilon, tomei, mais uma vez, consciência desse facto. Tudo porque o texto mencionava passagens do livro As Palavras dos Outros, daquele autor.
Anda um gajo uma vida inteira dedicado à escrita. Volta e meia carrega no gatilho, mais por desporto do que outra coisa, e internacionaliza-se através das fotos e não das palavras? Ele há cada uma...
Quem me lê há mais tempo e quem me conhece pessoalmente sabe de uma característica aqui do rapaz: sei que tenho valor e não me refugio em falsas humildades, afirmando-me, sem vergonha, um gajo do caralho! Mais: sou o maior do mundo, digo muitas vezes a brincar... mas com o seu quê de sinceridade e de genuíno convencimento.
"S. João antecipado" foi o título da minha peça na Visão desta semana, a propósito da actuação do dj Tiesto na Ribeira do Porto. "Dj Tiesto antecipou o S. João", lê-se no título de uma peça de hoje do Jornal de Notícias.
Encaminhei-me ao seu local de atendimento ao público e fui recebido com o melhor sorriso que ele conseguiu colocar na boca desdentada com um ou outro dente resistente, embora podre. O sorriso atirou para cima de mim um intenso hálito a bagaço. Ainda não eram dez e meia da manhã.
As pessoas normais dão importância ao dia de aniversário. Eu não perco tempo a pensar nessa data nem a planear comemorações. Por conseguinte, as pessoas normais precisam que o dia de aniversário seja perfeito para se sentirem felizes. Eu apenas quero que esse dia seja igual aos outros.
O meu regresso à imprensa consumou-se hoje, através da publicação no suplemento Visão Sete, da Visão, da primeira das páginas semanais que farei para aquela publicação.
A minha vida atribulada e cheia de trabalho dos últimos dias levou-me ontem ao encontro do meu ídolo de infância e adolescência. Não fui lá confessar-lhe admiração, fui apresentar-lhe um projecto - o meu grande projecto profissional deste momento.
Ignoro se será só uma característica minha ou se é algo de recorrente na espécie humana. O certo é que tenho por hábito estabelecer metas e traçar planos para atingi-las. Depois de executar a maior parte dos planos e quando me apresto para a fase decisiva, aquela em que ou consigo alcançar os meus objectivos ou não chego lá, dá-me o pessimismo. Mais do que pessimismo, acho que é medo.
Há semanas encontrei um amigo dos tempos da escola secundária. Ele nunca foi muito bom da cabeça, mas agora está a ficar pior, quer-me parecer. Trabalha numa empresa de segurança numa grande superfície comercial e deu-me conta do descontentamento com a vida profissional. Nada de admirar, tendo em conta aquilo que ele faz.
Depois da "pré-sentença", já foi publicada a sentença: estou absolvido no processo que me foi movido por um presidente de Câmara que nem merece ser nomeado. Fui absolvido eu e foram-no os restantes sete réus. O acusador vai pagar as custas judiciais de nós todos.
Vivi esta manhã uma dura experiência. Vindo de um fim-de-semana prolongado pela febre - sim, ontem não trabalhei por estar ainda febril -, fui trabalhar hoje de manhã bem cedo. Eram 7h30 quando saí de casa, ainda bastante dorido, muito ensonado e com a garganta inchada e a doer fortemente.
Farto de ver crescer a pança e os pneus adjacentes, ontem, finalmente, decidi-me e hoje executei a decisão: comecei esta manhã as sessões de, pelo menos, 30 minutos de pedalada numa bicicleta fixa.
... estar na baixa de Lisboa ou na terra de uma das primas a comer um pratinho de caracóis, regando-o com duas ou três imperiais (para usar o dialecto de lá).
Ontem de manhã, lá voltou o vosso José aos tribunais. Desta vez, não como réu mas como testemunha num caso que está em fase de inquérito.
A perspectiva de voltar a ganhar a vida com a escrita fez-me cair em mim. Concluí que, nos últimos meses, desprezei a forma, preocupando-me unicamente com o conteúdo. Uma leitura, que nem precisa de ser muito atenta, pelos meus blogues documenta e confirma a minha conclusão.
A vingança é tida como um sentimento negativo. Tal concepção advirá, porventura, de uma visão comportamental que tem no cristianismo a sua raiz. E do cristianismo vem aquela frase que diz devermos «dar a outra face». Discordo desta lição de moral e discordo da catalogação da vingança como algo de negativo.
Esta manhã, como é uso, desloquei-me ao café para ler o jornal - hoje até li uma revista, mas isso é um pormenor. Sentado a saborear a bebida de cafeína e a ruminar as reportagens, dei comigo a desviar a atenção para o televisor sintonizado no programa da manhã da TVI.
... que me pagassem para ir a bares e discotecas beber uns copos e escrever sobre o assunto. Nunca pensei tal coisa, mas eis que essa improvável situação acontece. A partir de Junho sou o gajo que escreverá o roteiro da noite do Porto e do Norte na melhor newsmagazine do País.
Há minutos, deslocava-me eu contrariado pelos corredores do Maiashopping - é sempre contrariado que ando em centros comerciais, é um preconceito ideológico assumido - quando um cavalheiro se dirige a mim para pedir informações. Ele passou por dezenas de pessoas, pelo segurança do espaço, por um quiosque de café, por várias lojas. Mas foi a mim que entendeu colocar a questão: «Sabe dizer-me onde fica a livraria?».